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Google lança Nano Banana 2.1, custo de geração de imagens reduzido em cerca de metade

A Google anunciou a 6 de outubro de 2026 o modelo de geração e edição de imagens Nano Banana 2.1, baseado no Gemini 3.6 Flash, afirmando que o custo de produção de imagens é aproximadamente a metade do modelo anterior e que foram introduzidas várias melhorias em resolução, suporte a imagens de referência e interação multimodal.

A redação nullbotPublicado a 7 de outubro de 20264 min de leituraFontes (2)
Google lança Nano Banana 2.1, custo de geração de imagens reduzido em cerca de metade
File:Macro Biro tip.jpg : Daniel Schwen derivative work: Pittigrilli · CC BY-SA 2.5 · Wikimedia Commons

Em 6 de outubro de 2026, a Google divulgou oficialmente o lançamento do modelo de geração e edição de imagens Nano Banana 2.1, que se baseia na arquitetura Gemini 3.6 Flash. O anúncio foi feito através de um comunicado de imprensa e, ao mesmo tempo, o modelo foi disponibilizado nas principais plataformas da empresa, nomeadamente a aplicação Gemini, o AI Studio e a interface de programação de aplicações (API), permitindo que desenvolvedores e utilizadores acessem a nova tecnologia de forma imediata.

O Nano Banana 2.1 aceita entradas bidirecionais, tanto de texto como de imagem, e pode gerar como saída texto, imagem ou uma combinação dos dois tipos de conteúdo. Entre as opções de resolução oferecidas estão 1 K, 2 K e 4 K, proporcionando diferentes níveis de detalhe conforme a necessidade do utilizador. O modelo também suporta até 14 imagens de referência simultaneamente, o que permite orientar a geração de forma mais precisa, e inclui a capacidade de invocar pesquisas em tempo real no motor de busca da Google para melhorar a exactidão da informação incorporada nas imagens produzidas.

Preço e Estrutura de Cobrança

A cobrança da API paga está estabelecida em 30 dólares por milhão de tokens consumidos, conforme a tabela de preços oficial da Google. A empresa forneceu um cálculo de conversão que indica que o custo para gerar uma imagem com resolução de 1 K é aproximadamente 0,0336 dólares, para 2 K cerca de 0,0504 dólares e para 4 K aproximadamente 0,0756 dólares. Estes valores refletem o preço por imagem gerada, levando em consideração o número de tokens necessários para processar a solicitação e produzir o resultado visual.

Quando comparado com a geração de imagens do modelo anterior, Nano Banana 2.0, os custos para as mesmas resoluções eram de 0,067 dólares para 1 K, 0,101 dólares para 2 K e 0,151 dólares para 4 K. Assim, o Nano Banana 2.1 apresenta uma redução de custo que ronda os cinquenta por cento, o que representa uma diminuição significativa para utilizadores que realizam grandes volumes de geração de imagens ou que necessitam de resoluções mais elevadas.

Melhorias Técnicas e Desempenho em Benchmarks

Esta nova geração do modelo traz avanços notáveis em várias áreas técnicas. Na renderização de texto, o Nano Banana 2.1 consegue inserir texto em tamanhos pequenos com maior clareza e nitidez. A consistência de personagens ao longo de múltiplas interações também foi aprimorada, permitindo que a aparência dos personagens permaneça estável em sequências de geração. Além disso, a criação de infográficos e a geração de panoramas beneficiam‑se de algoritmos otimizados que aumentam a qualidade visual e a coerência dos elementos produzidos.

Os testes de referência publicados pela Google demonstram que o Nano Banana 2.1 supera o modelo anterior em diversas tarefas de edição de imagens. Entre as tarefas avaliadas estão a substituição de fundo, a movimentação de objetos dentro da cena e a transferência de estilo artístico. Em todas estas categorias, o novo modelo registou pontuações superiores, com melhorias globais que variam entre 10 % e 25 %, segundo os resultados dos benchmarks internos que medem qualidade, fidelidade e rapidez de execução.

Limitações Conhecidas e Riscos

A ficha técnica do modelo reconhece ainda algumas limitações. Existem fraquezas na geração de alucinações, ou seja, a produção de detalhes que não correspondem à realidade, bem como dificuldades na renderização de texto muito pequeno ou em blocos de texto longos. A consistência de personagens não é garantida em 100 % dos casos, e a localização espacial dos elementos e a factualidade das informações inseridas podem ser imprecisas. Por estas razões, a Google recomenda que os desenvolvedores combinem o uso do modelo com processos de pós‑processamento ou revisão humana, a fim de reduzir o risco de erros nos resultados finais.

Outro ponto importante a notar é que o Nano Banana 2.1 não oferece um nível gratuito de acesso à API. O plano pago associado à versão anterior, Nano Banana 2.0, será desativado a 29 de outubro de 2026, o que obriga os utilizadores existentes a migrar para o novo modelo ou a escolher outros serviços multimodais disponibilizados pela Google. Esta transição é necessária para garantir a continuidade do acesso às funcionalidades de geração de imagens.

O novo modelo já está profundamente integrado ao ecossistema da Google. Na aplicação Gemini, os utilizadores podem editar imagens diretamente, aproveitando as capacidades avançadas do Nano Banana 2.1. O AI Studio oferece fluxos de trabalho visualizados que facilitam a construção de pipelines de geração e edição. O modo de pesquisa AI permite consultas que geram imagens a partir de termos de pesquisa, enquanto as ferramentas Flow e Stitch possibilitam a automação entre diferentes produtos da Google. Além disso, a plataforma de publicidade da empresa pode utilizar o modelo para criar criativos de alta qualidade de forma automatizada.

A redução de aproximadamente 50 % nos custos de geração torna a produção em larga escala de imagens muito mais económica, ao mesmo tempo que a disponibilidade de resolução 4 K e o suporte a múltiplas imagens de referência aumentam o nível de detalhe e a flexibilidade criativa dos utilizadores. Contudo, as vulnerabilidades relacionadas com alucinações e com a renderização de texto ainda persistem, pelo que a Google recomenda a validação dos resultados, sobretudo em cenários críticos ou quando a precisão da informação é essencial.

Com o lançamento do Nano Banana 2.1, a diminuição dos custos de geração de imagens, o aumento da resolução suportada e a expansão das capacidades de interação multimodal devem impulsionar um uso mais frequente nas áreas de criação publicitária, produção de conteúdo digital e visualização empresarial. A expectativa da própria Google é que estas melhorias estimulem uma adoção mais ampla e mais frequente da tecnologia em múltiplos setores que dependem de imagens geradas por inteligência artificial.

Fontes

  1. Google's new image model Nano Banana 2.1 generates better images for less moneyThe Decoder · 6 de outubro de 2026
  2. Nano Banana 2.1 Debuts at Half the Image Cost of Its PredecessorUnite.AI · 6 de outubro de 2026

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