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Meta abre código‑fonte do Muse Gadgets: programadores podem ligar agentes de IA ao ESP32, Raspberry Pi e dispositivos domésticos

A Meta anunciou, a 2 de outubro de 2026, o projeto de código‑fonte aberto Muse Gadgets, disponibilizando firmware e SDK para Linux, permitindo a integração do agente Muse em ESP32, Raspberry Pi, ecrãs, botões, sensores e atuadores, e oferecendo 5 000 unidades do hardware Home Link a utilizadores que se registem gratuitamente.

A redação nullbotPublicado a 3 de outubro de 20263 min de leituraFontes (2)
Imagem em close-up de um Raspberry Pi 5 verde, computador de placa única, contra fundo preto.
SimonWaldherr · CC BY-SA 4.0 · Wikimedia Commons

Meta lança projeto de código‑fonte aberto Muse Gadgets

A 2 de outubro de 2026, a Meta divulgou oficialmente ao público o projeto de código‑fonte aberto intitulado Muse Gadgets. Esta ação representa a expansão do assistente de IA Muse, que até então existia apenas como interface de chat, para o domínio do hardware físico, ao disponibilizar firmware completo e um kit de desenvolvimento de software (SDK) para Linux, ambos livremente descarregáveis e modificáveis por programadores em todo o mundo.

No âmbito deste projecto, o "agente Muse" designa o assistente de IA generativa da Meta, capaz de receber instruções através de API, executar tarefas e devolver resultados. Quando esse agente é incorporado num dispositivo físico, o utilizador pode interagir directamente com a IA por voz ou por botões, permitindo funcionalidades como lembretes instantâneos, controlo ambiental ou consultas de informação.

Suporte a hardware e ferramentas de desenvolvimento

O projecto Muse Gadgets enumera explicitamente as plataformas de hardware suportadas, que incluem o microcontrolador de baixo consumo ESP32, o amplamente adoptado computador de placa única Raspberry Pi, bem como uma variedade de ecrãs, botões, sensores e atuadores. O ESP32 oferece conectividade Wi‑Fi e Bluetooth, sendo idóneo para a criação de dispositivos portáteis ou de Internet das Coisas; o Raspberry Pi, por sua vez, disponibiliza um ambiente Linux completo, facilitando a execução de inferência de IA mais avançada e a gestão de múltiplas tarefas simultâneas.

A Meta também disponibiliza duas bases de código principais: uma firmware que pode ser gravada directamente no ESP32, contendo o protocolo de comunicação segura com o agente Muse; e um SDK orientado para sistemas Linux, que inclui exemplos de código, drivers e documentação de API. Os programadores apenas precisam seguir as instruções de configuração de rede e autenticação para que o dispositivo interaja com o serviço Muse, seja localmente ou na nuvem.

Exemplos oficiais e fornecimento do Home Link

Para reduzir a barreira de entrada, a Meta disponibiliza três exemplos oficiais: um lembrete de papel electrónico a cores, um stick de TV com saída HDMI e o dispositivo denominado Muse Home Link, que funciona como ponte de rede doméstica. O lembrete de papel electrónico pode exibir listas de tarefas geradas pela IA ou informações meteorológicas; o stick de TV permite ao utilizador controlar programas de televisão ou reproduzir vídeos por comando de voz.

O Muse Home Link constitui o hardware central desta divulgação. A Meta fabricou 5 000 unidades equipadas com alimentação via USB‑C e ofereceu-as como vagas gratuitas a utilizadores que já subscrevem o serviço Muse. A empresa informou que estas unidades serão enviadas ao longo de algumas semanas; ao receber o dispositivo, o utilizador pode ligá‑lo ao router doméstico e, através das competências da comunidade Meta, controlar luzes, televisores, impressoras e outros aparelhos, conforme a configuração de módulos de competência feita por cada utilizador.

Riscos e considerações de segurança para utilizadores

No comunicado de lançamento, a Meta alertou de forma clara que todos os programadores e utilizadores finais que utilizarem o Muse Gadgets assumem os riscos por conta própria. Como o agente de IA depende de actualizações contínuas e patches de segurança provenientes da nuvem, a falta de gestão adequada pode resultar em invasões por competências de terceiros não autorizadas ou em vazamento de dados sensíveis.

Adicionalmente, ao combinar o agente de IA com atuadores físicos, a gestão de permissões e a aplicação de actualizações de segurança tornam‑se desafios práticos que as empresas precisam enfrentar. A Meta recomenda que as organizações estabeleçam processos rigorosos de revisão de competências antes da implantação e utilizem o mecanismo de verificação de assinatura fornecido, garantindo que apenas competências confiáveis sejam executadas nos dispositivos.

Impacto nas organizações locais

Para empresas e programadores em Portugal, a abertura de código do Muse Gadgets significa que a integração de capacidades de IA em produtos de hardware próprios pode acontecer de forma mais célere, abrangendo desde soluções de casa inteligente até automação industrial. As organizações terão de reavaliar as suas políticas internas de segurança da informação, criar mecanismos de monitorização e actualização para agentes de IA e competências de terceiros, e aproveitar o SDK da Meta para acelerar a prototipagem, reduzindo o tempo de lançamento ao mercado.

Fontes

  1. Meta wants your next gadget to be Muse-infusedTechCrunch · 2 de outubro de 2026
  2. Meta open sources code to let you make Muse AI gadgetsThe Verge · 2 de outubro de 2026

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