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DLSS 5 vaza antes da hora: modders fazem a IA da Nvidia rodar antes do lançamento oficial

Uma biblioteca escondida em NBA 2K27 revelou uma versão de teste do DLSS 5. Modders a fizeram rodar em Control, Skyrim e Final Fantasy VII Rebirth, com queda de quase metade nos quadros por segundo numa RTX 5070 Ti.

A redação nullbotPublicado em 29 de agosto de 20264 min de leituraFontes (2)
Um PC gamer equipado com hardware gráfico moderno
PantheraLeo1359531 · CC BY 4.0 · Wikimedia Commons

Uma biblioteca batizada de "nvngx_dlssnr.dll" foi encontrada dentro da versão em acesso antecipado de NBA 2K27, revelando uma versão de teste do DLSS 5, a próxima geração da tecnologia de upscaling por inteligência artificial da Nvidia. Em poucas horas, a comunidade de mods RenoDX extraiu esses arquivos e conseguiu rodar a ferramenta em Control, jogo da Remedy Entertainment. O filtro chegou depois a Skyrim e a Final Fantasy VII Rebirth, onde o rosto do herói Cloud aparece transformado pela renderização generativa, com um resultado que vários observadores, entre eles o Kotaku, classificaram de malfeito.

Como os moddders fizeram funcionar

Na própria ferramenta de mod, a comunidade RenoDX incluiu um botão chamado "Neural Uplift", que ativa ou desativa a intervenção do DLSS 5 na imagem. Abaixo dele, controles deslizantes permitem escolher um preset, um estilo e uma intensidade para essa renderização generativa. Esse ajuste fino dá uma ideia precisa de quão fundo o DLSS 5 pode alterar a aparência de um jogo, muito além de um simples ganho de nitidez: personagens, texturas e iluminação são recalculados pelo modelo. O primeiro vídeo de apresentação da Nvidia, em março de 2026, já não havia convencido a maioria dos jogadores, que temiam um resultado artificial.

Uma polêmica com cinco meses

DLSS, sigla para Deep Learning Super Sampling, é a tecnologia própria da Nvidia que aumenta os quadros por segundo deixando a inteligência artificial reconstruir parte da imagem exibida, alterando-a o mínimo possível. Revelada em março de 2026, a versão 5 muda esse equilíbrio: ela traz um modo de renderização generativa que retoca a imagem já calculada para "enriquecer" sua aparência, incluindo personagens e cenários. Desde o anúncio, parte do público chamou a tecnologia de filtro de "papinha" visual gerada por IA. Jensen Huang, CEO da Nvidia, respondeu que os críticos estavam "completamente errados", destacando o apoio manifestado pela Capcom e pela Bethesda ao "controle artístico" que a ferramenta deve deixar nas mãos dos estúdios, que escolhem por conta própria a intensidade do efeito em seu jogo. Vale lembrar um detalhe: as imagens de Final Fantasy VII Rebirth passadas pelo filtro DLSS 5 não vêm de um trabalho supervisionado pela Square Enix. Os próprios desenvolvedores do jogo não puderam ajustar a implementação, o que explica em parte o resultado malfeito notado pelos jogadores.

O preço a pagar em desempenho

Esse vazamento mostra algo além de rostos malfeitos: dá o primeiro vislumbre do custo real do DLSS 5 fora das condições controladas pela Nvidia. Em uma RTX 5070 Ti, o site TechTimes mediu uma queda de 71 para 35 quadros por segundo em 4K com o modo generativo ativado, quase a metade. O modelo roda inteiramente de forma local, na própria placa gráfica, sem passar pela nuvem, o que explica o tamanho do arquivo extraído: 158 megabytes de parâmetros embutidos diretamente na biblioteca. Por enquanto, a ferramenta só funciona em placas da geração Blackwell, ou seja, a linha RTX 50 da Nvidia — nenhuma placa mais antiga tem acesso a ela.

O que este teste roubado revela

  • Arquivo encontrado: "nvngx_dlssnr.dll", extraído da versão de teste de NBA 2K27
  • Jogos já modificados pelos moddders: Control, Skyrim, Final Fantasy VII Rebirth
  • Perda de desempenho medida pelo TechTimes: de 71 para 35 quadros por segundo em 4K numa RTX 5070 Ti
  • Tamanho do modelo embutido: 158 megabytes, cálculo totalmente local na placa de vídeo
  • Placas compatíveis até agora: apenas a geração RTX 50 (Blackwell)

Uma versão roubada, não o produto final

Trata-se de uma versão inacabada, extraída à força por moddders antes de qualquer integração oficial pelos estúdios. A Nvidia não confirmou esses números de desempenho nem a configuração exata testada pelos moddders, e o lançamento oficial do DLSS 5 segue previsto para o outono do Hemisfério Norte de 2026. O veredito final sobre a tecnologia, tanto em qualidade de imagem quanto em impacto no desempenho, ainda vai precisar esperar mais algumas semanas, até a ferramenta chegar na versão validada pela Nvidia e pelos estúdios parceiros.

O que isso muda para jogadores e estúdios brasileiros

Para jogadores e estúdios brasileiros, esse vazamento traz um adiantamento útil: confirma que o modo generativo do DLSS 5 tem um custo real em desempenho, e que seu resultado depende muito do ajuste que os desenvolvedores decidirem deixar, um ponto sensível para os estúdios nacionais que trabalham em PC com placas Nvidia, das grandes publicadoras às equipes indie que usam Unreal Engine. O caso também lembra que a tecnologia continua, por ora, restrita a quem tem as placas RTX 50 mais recentes, ainda uma fatia pequena do parque instalado no Brasil. Jogadores e estúdios com gerações mais antigas vão precisar esperar, ou se contentar com versões anteriores do DLSS, enquanto a Nvidia lapida a ferramenta antes do lançamento.

Fontes

  1. DLSS 5 : les moddeurs s'emparent d'une version de test et relancent la polémique sur l'IA de NvidiaFrandroid · 29 de agosto de 2026
  2. Nvidia DLSS 5: Modder zeigt erste Version durch geleakte Dateient3n · 29 de agosto de 2026

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