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Cisco e NVIDIA permitem Splunk AI em ambientes on‑premises e isolados

Cisco e NVIDIA anunciaram que o Splunk AI pode agora ser implementado em data‑centres privados, em nuvens corporativas e até em ambientes totalmente isolados, graças ao Cisco AI POD for Splunk e a novas ferramentas de observabilidade de agentes.

A redação nullbotPublicado a 16 de setembro de 20263 min de leituraFontes (2)
Vista traseira das racks de servidores no centro de dados NERSC
Derrick Coetzee from Berkeley, CA, USA · CC0 · Wikimedia Commons

O que diz o anúncio

Cisco e NVIDIA revelaram que o Splunk AI, anteriormente restrito a ambientes de nuvem pública, agora pode ser executado em data‑centres privados, em nuvens corporativas controladas e até em instalações totalmente isoladas. Essa expansão é possibilitada pelo Cisco AI POD for Splunk, um módulo de hardware e software integrado que traz capacidade de processamento de IA diretamente para o perímetro da empresa, reduzindo a necessidade de tráfego de dados para serviços externos. A solução inclui ainda um conjunto de agentes de observabilidade que monitoram o desempenho dos modelos, o consumo de recursos e a integridade dos pipelines de dados.

A parceria entre as duas gigantes tecnológicas também traz novas ferramentas de monitorização de custos associados aos tokens de IA, permitindo que os administradores acompanhem em tempo real o gasto de créditos de processamento. Essa visibilidade é crucial para evitar surpresas financeiras, sobretudo em cenários onde a IA é utilizada intensivamente para análises de logs, detecção de anomalias ou geração de insights operacionais. Os clientes agora podem escolher entre diferentes perfis de implantação, ajustando a escala e a segurança de acordo com as exigências regulatórias e de conformidade.

Os limites que permanecem

Apesar da flexibilidade introduzida, algumas restrições ainda se mantêm. O Splunk AI continua a depender de GPUs de alto desempenho para treinar modelos complexos, o que pode implicar investimentos significativos em hardware para organizações que ainda não dispõem de infraestrutura adequada. Além disso, a integração com sistemas legados pode exigir adaptações personalizadas, sobretudo quando se trata de fluxos de dados que não seguem padrões abertos. Outro ponto crítico é a necessidade de garantir a atualização contínua dos modelos, já que a eficácia da IA está diretamente ligada à qualidade e à atualidade dos dados de treinamento.

  • Garantir que o hardware de GPU atende aos requisitos mínimos de desempenho
  • Validar a compatibilidade dos agentes de observabilidade com os sistemas existentes
  • Configurar políticas de segurança para proteger dados sensíveis em ambientes isolados
  • Estabelecer monitoramento contínuo dos custos de token para evitar ultrapassagens de orçamento

O que as organizações devem verificar

As empresas que pretendem adotar o Splunk AI em ambientes on‑premises precisam avaliar cuidadosamente a sua arquitetura de rede, assegurando que haja largura de banda suficiente entre os nós de cálculo e os repositórios de dados. Também é fundamental revisar as políticas de gestão de identidade e acesso, já que a IA introduz novos pontos de entrada que podem ser alvos de ataques. A conformidade com normas como GDPR ou LGPD deve ser confirmada, especialmente no que diz respeito ao tratamento de dados pessoais dentro de clusters isolados.

Além da camada técnica, a organização deve mapear os processos operacionais que serão impactados pela IA, definindo métricas claras de sucesso e planos de contingência caso os modelos apresentem desvios ou falhas. A capacitação das equipas de TI e de ciência de dados é outro aspecto imprescindível, pois a operação de um ambiente de IA privado requer conhecimentos específicos sobre otimização de workloads, gerenciamento de recursos de GPU e interpretação de métricas de observabilidade.

Em resumo, a nova oferta da Cisco e NVIDIA abre portas para que empresas com requisitos de segurança rigorosos possam tirar proveito das capacidades avançadas do Splunk AI, mas exige uma preparação meticulosa tanto a nível de infraestrutura quanto de governança. Aqueles que conseguirem alinhar tecnologia, processos e compliance estarão bem posicionados para transformar grandes volumes de dados em insights acionáveis, mantendo o controle total sobre seus ambientes.

Por fim, as organizações que operam em português devem assegurar que todos os componentes – desde o Cisco AI POD até os agentes de observabilidade – estejam configurados para registrar logs e métricas em conformidade com as normas locais, permitindo auditorias transparentes e facilitando a demonstração de conformidade perante reguladores.

Fontes

  1. Cisco Delivers Trusted AI at Scale Through New Splunk AdvancementsCisco · 15 de setembro de 2026
  2. Cisco brings Splunk AI on premises, expands agent observability, monitors token costsNetwork World · 15 de setembro de 2026

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