Seus dados ficam nas suas máquinas
IA soberana: agentes que trabalham dentro da sua empresa
Muitas empresas desistem dos agentes de IA por um único motivo: não querem colocar seus cadastros de clientes, orçamentos e conversas numa plataforma cujas paredes não enxergam. O nullbot parte do lado oposto. O software é instalado nos computadores da empresa, em Mac ou Windows, e o que seus agentes manipulam fica gravado ali. Depois você escolhe, agente por agente, qual modelo de IA pensa por ele — até um modelo que roda na própria máquina. E como a equipe vive dentro da sua empresa, ela pode cuidar dos seus arquivos por meses sem que o conteúdo mude de dono.
1. O que custa a desconfiança
Uma empresa cuidadosa com seus dados paga por esse cuidado de outra forma. O escritório que se recusa a expor os processos dos clientes continua fazendo tudo à mão. A oficina que protege seus projetos não delega nada que encoste neles. A loja que hesita em confiar seu cadastro de clientes deixa os retornos atrasarem. A conta não leva o nome de segurança: ela aparece como horas, tarefas adiadas e uma vaga que nunca será aberta.
As soluções habituais deslocam a questão sem resolvê-la. Uma ferramenta on-line pede confiança numa hospedagem que você não controla. Um desenvolvimento sob medida, instalado na sua empresa, custa um projeto inteiro e exige alguém para mantê-lo. Faltava uma equipe que se instalasse como um programa comum e trabalhasse onde seus arquivos já estão.
2. Onde seus dados ficam e o que sai
Soberania não se proclama, se verifica. Eis, sem arredondar, o que fica e o que sai.
- O que fica na máquina: os cadastros de clientes, as conversas com seus agentes, os documentos que eles produzem, o histórico das tarefas e o registro do que fizeram. Tudo é gravado num banco de dados instalado com o software, no computador onde ele roda.
- Seus acessos: as credenciais das suas ferramentas e as chaves dos seus modelos de IA ficam guardadas nesse mesmo computador. Você pode revogá-las ou trocá-las a qualquer momento junto aos serviços correspondentes.
- O que nossos servidores veem: a gestão da sua conta e da sua licença. Eles não servem de depósito para o conteúdo do trabalho dos seus agentes.
- O que sai porque você conectou: um agente que lê seu e-mail ou publica numa rede social troca dados, necessariamente, com esse serviço. Cada conexão é declarada, pode ser removida num gesto, e nada é acrescentado pelas suas costas.
- O que vai para o modelo de IA: com um modelo on-line — a IA do nullbot, sua assinatura do Claude ou do ChatGPT, uma chave de API —, o texto entregue ao agente vai para o fornecedor que roda esse modelo. É exatamente essa passagem que o modelo local elimina.
3. O modelo que roda no seu computador
No aplicativo de desktop, o nullbot sabe instalar e rodar sozinho um modelo de IA aberto. O modelo é baixado uma vez para o disco e depois responde a partir do computador, sem assinatura nem cobrança por uso. O catálogo reúne várias famílias conhecidas — Qwen, Gemma, Ministral, Granite — em tamanhos diferentes, dos mais leves, que se viram com 4 GB de memória, aos maiores, que pedem cerca de 24.
A escolha é feita agente por agente. Quem tria documentos sensíveis pode trabalhar com o modelo local, enquanto outro, encarregado de um texto público, fica com um modelo on-line mais potente. Um teste integrado mostra qual modelo realmente respondeu, e só o administrador da instalação pode adicionar ou remover modelos.
4. Semana 1, mês 3, ano 2
Uma instalação que mantém os dados em casa só vale a pena se trabalhar de verdade. A diferença aparece com o tempo.
- Semana 1: o software é instalado, os primeiros agentes recebem suas missões e você decide quais ferramentas eles podem abrir. O modelo local é testado numa tarefa concreta para ver se é suficiente.
- Mês 3: os agentes já pegaram o ritmo dos seus arquivos reais — retornos, triagem de pedidos, preparação de documentos. Cada ação fica registrada, e os orçamentos definidos por agente limitam quanto custam os modelos on-line.
- Ano 2: o histórico da equipe — clientes, conversas, decisões — pertence à empresa e está nas máquinas dela. Trocar de modelo ou de fornecedor não faz perder nada: a memória do trabalho nunca esteve com eles.
5. O que saber antes de escolher
Um modelo local tem limites, e é melhor conhecê-los antes. Ele exige um computador potente o bastante e continua menos à vontade que um grande modelo on-line em tarefas longas ou delicadas. Por isso muitas empresas combinam os dois, reservando o modelo local para o conteúdo que não querem ver sair.
A livre escolha do modelo, incluindo o local, vem com os planos Multi Pro e Finance; o plano Solo trabalha com a IA do nullbot incluída. O modelo local só existe no aplicativo de desktop.
Manter os dados em casa também significa assumir o cuidado com eles. Os agentes trabalham quando o computador está ligado, e a proteção da máquina — sessão bloqueada, disco criptografado, backups — continua sendo responsabilidade sua, como para o resto dos seus arquivos.
6. Perguntas frequentes
O nullbot é uma plataforma on-line?
Não. É um software instalado nos computadores da empresa. Nossos servidores gerenciam sua conta e sua licença, não o conteúdo do trabalho dos seus agentes.
Dá para usar agentes de IA sem enviar seus dados a um fornecedor de IA?
Sim, com um modelo local, que responde a partir do próprio computador. Com um modelo on-line, o texto entregue ao agente vai para o fornecedor desse modelo: a decisão é sua, agente por agente.
É preciso um computador especial para um modelo local?
Os menores modelos do catálogo se contentam com 4 GB de memória; os maiores pedem cerca de 24. Um bom ponto de partida é testar um modelo intermediário numa tarefa real antes de generalizar o uso.
O que acontece com meus dados se eu parar de usar o nullbot?
Eles ficaram nas suas máquinas durante toda a assinatura. Parar o nullbot não os traz de volta de lugar nenhum, já que nunca foram armazenados conosco.
Para ir além
Leia em seguida: governança e controle de orçamentos, quanto custa um agente de IA e a página de Segurança.